quarta-feira, 28 de novembro de 2012



 
Já faz um tempo que não atualizo o blog, mais estava esperando um momento especial para postar aqui!

Nos ultimos meses estive (e ainda estou!) desenvolvendo alguns trabalhos paralelos, alguns infelizmente não aconteceram como o previsto e tive uma grande decepção em trabalhar para uma editora...mais ao mesmo tempo estava envolvido em um projeto que, pelo contrário, só está me proporcionando ótimas experiências!
Em contato há varios meses com a equipe do Labmóvel, projeto da Universidade Federal do Paraná, campus litoral na cidade de Matinhos, a ideia era produzir a réplica de um esqueleto fóssil do pterossauro Tapejara imperator, e este material seria utilizado para um curso de replicagem com os alunos do projeto.
Assim que definimos os detalhes do animal e datas para o curso, parti para a pesquisa em referêcias bibliográficas e artigos que os amigos do laboratorio de paleontologia do Museu de Zoologia da USP me passaram. E assim comecei com as ilustrações e estudos de anatomia do pterossauro.






O protótipo foi esculpido em resina epóxi, com estrutura interna de arame. Neste processo de escultura contei com a ajuda do grande amigo e artista Márcio, que esculpiu e deu acabamento nas peças junto comigo. Assim que as peças iam ficando prontas, eram colocadas nas posições correspondentes ao do esqueleto que desenhamos em tamanho natural, assim podia corrigir algum erro de proporção ou medidas dos ossos.O processo de replicagem exigiu bastante trabalho. Confeccionar os moldes em silicone e reproduzir os ossos em resina de poliuretano é um processo que exige cuidado, e minha namorada Luciele (te amo) me ajudou muito a produzir estas peças em resina.
As peças de resina passaram por um acabamento mais delicado com lixas finas e ferramentas e, como este material seria copiado durante o curso, não apliquei nenhum tipo de pintura, para que todas as texturas da peça ficassem mais marcadas no molde de silicone.
Com o pterossauro pronto, partimos para a Cidade de Matinhos no Paraná. Durante uma semana ministrei o curso em que no primeiro dia fiz uma apresentação falando sobre a eficiente união entre arte e ciência, e paleoarte, a reconstituição artitisca de organismos extintos.
Já no primeiro dia começamos a montar as camas de massa com as peças, e vertemos as primeiras camadas de silicone.
Todos que estavam fazendo o curso estavam muito animados e atentos,isto foi realmente muito legal, ver alunos e professores de diversas áreas, de gestão ambiental a artes, trabalhando e desenvolvendo tudo isso juntos faz toda diferença no resultado final!
Durante a semana fizemos algums outros moldes, algumas conchas e uma serpente para testar as possibilidades e eles terem a oportunidade de trabalhar com peças e materiais diferentes.






No ultimo dia do curso terminamos de produzir as últimas peças de resina, pintamos e montamos o bicho!
Ele foi amarrado em uma estrutura de tela, assim temos possibilidade de varios pontos de amarração, o que permite mudar sua posição com muita facilidade e sem danos a peça.








Gostaria muito de agradecer a todos dA equipe do LABMÓVEL, pelo empenho e dedicação em tranformar um monte de borracha e resina em uma réplica do fóssil de um pterossauro brasileiro. Um trabalho tão legal como este só pode ser feito por muitas mãos e cabeças especiais!
Postei mais fotos do curso sa seção PALEOARTE, espero que gostem

Muito obrigado a todos!

E até breve!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Este infografico foi publicado no mes de Julho na edição 127 da Revista Mundo Estranho!
uma breve introdução ao longo caminho evolutivo dos crocodilianos...apresentando um pouco da diversidade de espécies que ja passaram pela terra. Para este trabalho, escrevi o texto, tirando min ha duvidas com o especialista em crocodilos fósseis, o amigo Paulo Nascimento...o Pirulla!
Prestei consultoria ciêntífica e nas ilustrações dos animais, trabalhando com a editoria de arte da editora Abril...espero que gostem!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Réplicas de fósseis, peixes, unhas e animais em escala pruduzidos a partir da modelagem de protótipos, kit de peças à venda. Mais fotos na seção modelagens e réplicas
Mini diorama contendo réplica em tamanho natural de Pikaia, um dos primeiros cordados que viveu no período Cambriano, entre 542 e 488 milhões de anos atras. Mais fotos na seção modelagens e réplicas

domingo, 24 de junho de 2012

Ilustração do crocodilo marinho Metriorhynchus superciliosus. Este animal viveu no período Jurássico, a aproximadamente 160 milhões de anos atrás. Foi descoberto na Inglaterra, porém fósseis atribuidos a estes animais já foram encontrados em partes da Europa e América do Sul. Podia ultrapassar os 3 metros de comprimento. Trabalho feito para o amigo e paleontólogo Paulo Nascimento, o Pirulla.
Reconstituição em tamanho natural da libélula Meganeura permiana para o Instituto Biológico de SP. Fotos do processo de modelagem na seção paleoarte.
Réplica de vértebra dorsal do Tapuiasaurus macedoi para o Museu de Zoologia da USP. Mais fotos na seção paleoarte.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Gallimimus bullatus era onívoro, e provavelmente atingia 6 metros de comprimento. Viveu no leste da Ásia entre 135 e 65 milhões de anos atrás. Um ágil corredor que se assemelhava aos avestruzes atuais. 
Tapuiassauro macedoi


Para quem não viu esse é um dos vídeos feitos pelo Estadão sobre o caderno especial dos Dinossauros do Brasil. Mostra como foi o trabalho de ilustração e infografia do caderno


E este é o making of do trabalho do caderno Especial Dinossauros do Brasil, que mostra o trabalho de campo feito em Coração de Jusus, no norte de Minas Gerais.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pampadromeus barberenai, novo dinossauro brasileiro anunciado em novembro de 2011, viveu no período Triassico entre 230 e 228 milhões de anos atrás. Media aproximadamente 1,2 metros de comprimento, considerado um dos dinossauros mais antigos do mundo, é um representante do inicio da linhagem, apresentando caracteristicas de terópode e saurópodes basais.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tilapia rendalli é uma espécie asiática introduzida no Brasil em 1971. Se reproduz em grande velocidade, modifica todo o ambiente onde foi introduzida, causando grande impacto aos peixes nativos.
Pequenos peixes de Indonésia. Os dois acima eram as espécies Cirrhilabrus soloneris e o Cirrulabrus ryukyuensis, mas que em 2011 foi descoberto serem uma mesma espécie a partir de uma análise de DNA. Os dois abaixo eram Pseudochromis perspicillatus,  morfologia parecida e apenas cores diferentes, mas que agora se descobriu serem diferentes também geneticamente.
Novas espécies de peixes descobertas nas cabeceiras do Rio Tietê, publicados em um artigo em 2011.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vinctifer comptoni, descrito em 1841 é um peixe abundante no registro fóssil na bacia do Araripe, no Ceará. Viveram entre 113 e 96 milhões de anos atràs entre o Jurássico e o Cretáceo. Vivia na agua doce, porem toleravam certa salinidade, na época a região possuia grandes lagunas de agua salobra e estuários com uma incrivel biodiversidade.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tarbosaurus bataar
Crânio de Tarbosaurus bataar, o tiranossauro asiático
Aqui a pagina contendo a matéria do reporter de ciencias Alexandre Gonçalves...para a confecção do info tive a ajuda do amigo Glauco Lara, parceiro de muitos trabalhos passados e futuros!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Xiaotingia zhengi, novo terópode descrito em um artigo da NATURE, e que deixou nosso velho amigo Archaeopteryx uma asinha mais perto dos dromeossauros e mais longe das aves, e ainda vai render muita discução entre os ciêntistas...discução saudavel e super produtiva, claro...afinal é pra isso que a gente sai à procura dos fósseis...cada um deles conta um pedaço da historia, mais como eles não veem numerados e muito menos na ordem de chegada na terra cade a nós discutirmos e aprendermos com isso...esta ilustras fiz para acompanhar um info publicado no ESTADÃO hoje, 28 de julho, com a matéria do grande amigo Alexandre Gonçalves!
Geophagus brasiliensis, ou popularmente conhecido como acará, cará ou no vale do ribeira como elesbão, sua área de distribuição situa-se principalmente no sul do Brasil, na região de São Paulo, nos Estados do Este e Nordeste do Brasil, ao longo da zona costeira do Estado de Pernambuco até ao Rio Grande do Sul e nas zonas fronteiriças com o Uruguai. Talvez alcance algo entre 25 e 30 cm, porem exemplares deste porte são cada vez mais raros no sudeste brasioleiro...este é um dos peixes responsaveis por eu ser um fanático por pesca, alem de um animal lindo, com manchas em azul brilhante e perolada é um salva pescarias. Muitas vezes os peixes de maior porte não aparecem no anzol, mais o bom e velho acará sempre deixa o dia na beira do rio mais divertido!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Etroplus canariensis, pequeno ciclídeo endêmico da índia é muito procurado por aquaristas de todo o mundo, devido aos padôes de cores que vão do amarelo ouro até o marrom com faixas verticais mais escuras...habita pequenos rios e lagos de agua limpa.
Ceratotherium simum, Rinoceronte Branco com area de ocorrencia no sudeste de Angola, na Zâmbia, Moçambique, Zimbábue, Namíbia, Botswana e sul da África. Machos adultos podem medir mais de 4 metros e pesar ate 3.600 kg. Muito caçado para a extração do seu "chifre" que pode atingir ate 1,5 metros, e que na realidade é uma extrutura queratinizada, como varias camadas de pêlos rigidos, como nossas unhas e cabelo e nada tem de osseo como muitos pensam.
Hippopotamus amphibius, um dos animais africanos mais perigosos...um dos maiores mamíferos terrestres atuais, pode chegar a 4 metros e mais de 3 toneladas e presas que podem chegar aos incriveis 60 centimetros. Era encontrado por toda a africa, porem, hoje em dia é considerado extinto em boa parte do norte e sul do país.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tadarida brasiliensis, esta ilustração fiz para o caderno vida do Estadão, sobre as milhares de mortes de morcegos todos os anos, muitos pela ação humana...mais um trabalho com o grande amigo Glauco Lara...logo posto a pagina com o infografico que foi publicada no sabado dia 02 de Abril
Aqui a pagina finalizada, para este info trabalhei com o grande amigo Glauco Lara!
Tiarajudens eccentricus, o novo fóssil gaúcho descrito recentemente na revista SCIENCE, fiz esta ilustração como parte de um infografico publicado no Estadão em 25 de março de 2011. Para isso tive o prazer de trabalhar em contato com o paleontólogo Juan Carlos Cisneros que descreveu o animal com sua equipe, e com o grande reporter e amigo Alexandre Gonçalves. Tiarajudens faz parte de um grupo de animaios que esta intimamente relacionado aos primeiros mamíferos, e ja apresenta caracteristicas deste gurupo, tais como a heterodontia, ou seja, dentes com formas e funções diferentes. Mesmo sendo um hebivoro este animal apresenta um par de presas bem distintas com 12 centimetros, viveu há 260 milhões de anos entre o paleozoico e o mesozoico onde hoje localiza-se o pampa gaúcho.
Esta foi a capa do jornal em 23 de fevereiro de 2011quando a matéria sobre as espécies invasoras foi publicada...fique bem feliz quando vi que umas das ilustras foi escolhida como chamada para o caderno planeta!
Lepus europaeus, lebre européia, Em 1983 a Lebre já estava presente em praticamente toda a Argentina, Uruguai, Sul do Chile e os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A espécie foi introduzida na cidade de Cañada de Gomez, na Argentina, por Engelbert e Woeltje Tietjen que soltaram na natureza 36 indivíduos antes de 1896.Compete com espécie nativa Sylvilagus brasiliensis (tapiti). Há registros de que a lebre-européia substituiu totalmente uma população de S. brasiliensis na Província de Formosa em apenas 6 anos.
Achatina fulica, o caramujo-gigante-africano.O aumento populacional de Achatina fulica é muito acelerado, devido a sua voracidade pode se alimentar de cerca de 500 espécies de plantas, diminuindo a disponibilidade de alimento para a fauna nativa, podendo haver alterações de paisagens naturais, principalmente brotos e plantas jovens. Há, ainda, indicios de que A. fulica esteja causando diretamente ou indiretamente a diminuição da população do molusco gigante brasileiro aruá-do-mato, Megalobolimus spp.
Vou postar as ilustrações individualmente...aqui, a braquiaria nativa da Africa e introduzida no Brasil como forrageira e transformou-se em uma espécie invasora de diversos biomas brasileiros. Como invasora, ela impede o desenvolvimento das gramíneas nativas e sufoca o desenvolvimento dos campos nativos.
Este trabalho foi publicado no dia 23 de fevereiro, no caderno planeta do estado de São Paulo. Curti muito fazer estas ilustrações para esta matéria feita pela reporter Karina Ninni, não só porque pude trabalhar com um estilo que gosto, em preto e branco e com esse ar de ilustrações ciêntificas antigas, mais poque como biólogo, acho muito importante que a introdução de espécies exoticas seja tratada com muita responçabilidade, a matéria ficou incrivel, e a seriedade com que o assunto foi tratado deixa claro que ainda temos gente muito preocupada com nosso ecossistema. Valeu Karina,e todos da editoria do planeta!!!
Como ja tem um tempo que não posto trabalhos por aqui, devido a falta de tempo...vou dar uma boa atualizada no blog esses dias...e vou começar com uma ilustração feita para a versão impressa do estadinho...uma criança queria saber quem foi o primeiro geologo do brasil...achei uma otima oportunidade de fazer uma omenagem ao grande amigo e incentivador do meu trabalho, o geólogo, paleontólogo e pá de cal  Ricardo Pires, ou como todos o conhecem...o wolwerine!!!...que a essa altura ta em campo ou algum canto remoto do pais, é isso ai cara, um grande abraço!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tapuiasaurus macedoi, réplica do cranio finalizada! e já exposta no museu de zoologia
Réplica do pé do Tapuiassauro pronta!...assim que foram entregues no museu, a equipe do laboratorio envolveu as peças em capas de gesso para que ficassem iguais aos materiais vindos do campo
Baurusuchus, peça finalizada...cores e textura